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O Fast Fashion está com os dias contados
O modelo de comercialização de moda que tem o objetivo de abastecer as lojas com novas tendências a todo o momento pode não mais ser sustentável nos próximos anos - é o que diz matéria do blog Stylo Urbano; confira
Fonte: Stylo Urbano
Autor: Mie Francine Chiba
Publicado em 24/07/2015

O blog Stylo Urbano destacou, no post de autoria de Renato Cunha, um assunto muito polêmico da moda atual: o fast fashion. O post expõe a opinião da pesquisadora de tendências Li Edelkoort, para quem o fast fashion está com os dias contados. Ela é apontada pela revista Time, segundo Cunha, como “uma das pessoas mais influentes do mundo da moda”.

O fast fashion, segundo define o escritor italiano Enrico Cietta em entrevista para o Portal IG, é um modelo de comercialização de moda que abastece o mercado com novas tendências de moda a todo o momento.

A opinião de Li Edelkoort de que o fast fashion está obsoleto pôde ser lida em um texto, intitulado “Manifesto anti-fashion”. Neste manifesto, ela enumera dez motivos pelos quais isto está ocorrendo. Veja quais:

1 – Educação

Em contraponto ao individualismo que até hoje é ensinado nas faculdades, a colaboração é que dá o tom do trabalho no mundo da moda.

2 – Materialização

A criação têxtil e conceitos básicos sobre tecidos estão deixando de ser ensinados nas universidades, já que as grandes empresas, com o objetivo de cortar custos, estão deixando a indústria têxtil e a mão de obra artesanal de lado. Isso pode significar, na opinião de Li Edelkoort, a quase extinção dos trabalhos manuais.

3 – Manufatura

Sem opções locais, as grandes empresas passam a explorar a mão de obra barata dos países menos desenvolvidos, obtendo assim maior margem de lucro.

4 – Preços

O uso de mão de obra barata na produção de moda resulta em peças baratas e descartáveis. A mensagem que se passa, com isso, é que a moda não tem valor.

5 – Designers

Os antigos designers de moda eram revolucionários, causavam mudanças na maneira como as mulheres se vestiam. Hoje, apenas reciclam ideias do passado e criam peças a pedido do marketing.

6 – Marketing

A indústria da moda se interessa apenas em vender mais, de forma rápida, “matando” a criatividade com o fim de conseguir mais faturamento.

7 – Publicidade

Apenas grandes marcas têm vez em anúncios considerados “repetitivos” por Li Edelkoort. Com isso, as pequenas e novas marcas ficam em segundo plano.

8 – Imprensa e blogs

Editores de moda com experiência estão sendo substituídos por jovens blogueiros sem perspectiva crítica, diz a pesquisadora.

9 – Varejo

Para Li Edelkoort, o varejo simplesmente não acompanhou a mudança dos tempos.

10 – Consumidor

Por fim, o comportamento dos consumidores irá mudar totalmente a maneira como a moda é feita no futuro, opina a pesquisadora. Na sua visão, os “consumidores de hoje e de amanhã vão escolher sozinhos, criando e até desenhando o que vestem”.

Todos estes motivos apontam para um futuro em que a Alta Costura poderá ter um “retorno triunfal”, diz Renato Cunha, citando um trecho do manifesto de Li Edelkoort: “é no ateliê de Alta Costura que encontramos um laboratório. A profissão de couturier se tornará cobiçada e esta forma exclusiva de costura inspirará todas as outras”.

Leia a matéria completa do blog Stylo Urbano clicando aqui. Nela, Cunha enumera ainda outras iniciativas que provam o surgimento de uma nova maneira de fazer moda, mais sustentável.   

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